Pensamentos Disfuncionais

Pensamentos disfuncionais são padrões de pensamento negativos ou irracionais que podem afetar nossa maneira de interpretar eventos, experiências e informações. Eles podem levar a emoções negativas, como ansiedade, depressão, estresse e baixa autoestima, e interferir em nossa capacidade de tomar decisões saudáveis e positivas.

Os pensamentos disfuncionais são frequentemente classificados em diferentes categorias, incluindo:

Catastrofização – Antecipação negativa exagerada de eventos futuros, acreditando que as coisas vão dar errado, independentemente da evidência.
Exemplo: “Se eu perder esse emprego, nunca vou conseguir outro trabalho e acabarei vivendo na rua”.

Pensamento polarizado – Pensar em termos extremos, sem considerar opções intermediárias.
Exemplo: “Se eu não conseguir a nota máxima nessa prova, serei um fracasso completo”.

Generalização excessiva – Extrair uma conclusão geral com base em um único evento ou experiência negativa.
Exemplo: “Eu sou um fracasso porque falhei em uma tarefa específica”.

Personalização – Culpar-se por eventos ou situações que estão além de nosso controle.
Exemplo: “O divórcio dos meus pais é culpa minha porque eu não fui um bom filho”.

Leitura mental – Acreditar que sabemos o que os outros estão pensando ou sentindo, sem evidência concreta.
Exemplo: “Eu sei que as pessoas estão me julgando e me achando incompetente”.

Exagero – Ampliar a importância ou as consequências de um evento ou situação.
Exemplo: “Se eu não conseguir o que quero, nunca mais serei feliz”.

Desqualificação do positivo – Desconsiderar ou minimizar eventos ou situações positivas.
Exemplo: “Eu não mereço esse elogio porque não fiz nada excepcional”.

É importante reconhecer esses padrões de pensamento disfuncionais e aprender a desafiá-los. Uma abordagem eficaz é examinar a evidência que suporta ou contradiz esses pensamentos e avaliar sua precisão. É útil questionar se esses pensamentos são baseados em fatos ou apenas em emoções negativas. Outra estratégia útil é tentar reestruturar esses pensamentos, encontrando evidências para apoiar um pensamento mais positivo e realista.

Por exemplo, se alguém tem o pensamento disfuncional “Se eu não conseguir o que quero, nunca mais serei feliz”, pode tentar reestruturá-lo pensando em exemplos de outras situações em que eles foram felizes sem conseguir exatamente o que queriam.

Em resumo, os pensamentos disfuncionais podem ter um impacto significativo em nossa saúde mental e bem-estar. É importante reconhecer esses padrões de pensamento e trabalhar para desafiá-los e substituí-los por pensamentos mais realistas e positivos. Se esses pensamentos estiverem interferindo em sua vida cotidiana, considerar procurar aconselhamento ou terapia pode ser uma opção útil para aprender técnicas eficazes de gerenciamento de pensamentos disfuncionais.

Esse artigo foi escrito por:

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Dra. Priscila Trudes

Sou Doutora em Ciências da Saúde e Mestre em Ciências da Educação pela UML (EUA). Faço parte da American Psychological Association (APA), além de integrar diversas sociedades brasileiras ligadas à Psicologia, Neuropsicologia e Neurociência. Meu trabalho é voltado à compreensão do comportamento humano, ao funcionamento cerebral e ao desenvolvimento cognitivo, emocional e social, enfatizando a interação entre fatores neurobiológicos, psicológicos e ambientais.

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